{"id":434,"date":"2021-12-07T22:15:30","date_gmt":"2021-12-08T01:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/?p=434"},"modified":"2021-12-22T11:29:07","modified_gmt":"2021-12-22T14:29:07","slug":"o-medo-se-veste-de-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/o-medo-se-veste-de-que\/","title":{"rendered":"O MEDO, SE VESTE DE QUE?"},"content":{"rendered":"\n<p>Quero saber de onde vem esse pensamento, que se traduzido em palavras, n\u00e3o chega perto do que se pode fazer quando o medo abre suas asas. Que lugar \u00e9 este, que ningu\u00e9m quer ficar por muito tempo. Quero falar mais sobre isso comigo mesma. Quero que minhas atitudes se torne um h\u00e1bito novo e transforme a minha realidade em muito melhor, \u00e9 claro.<\/p>\n\n\n\n<p>Descend\u00eancia, ascend\u00eancia, dec\u00eancia (?)&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 estava eu, num junho promissor, vindo ao mundo j\u00e1 trazendo alguns medos meticulosos de minha m\u00e3e. Jamais ousaria contar. Mal sabia que eu a conhecia melhor que a si. Simpatia org\u00e2nica an\u00f4nima! Entre \u00e2nsias estomacais, madrecita ansiava por ouvir meu cora\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, sem recursos t\u00e9cnicos. Contudo, m\u00e3e ouve sem isso, vira especialista com o tempo. O \u201ccardio\u201d som dela era fren\u00e9tico, palpitava. As risadas, miseric\u00f3rdia, estridentes! Eu, \u201csem sa\u00edda\u201d, me sentia trincada! A gr\u00e1vida tem seus desvaneios consentidos pelo pre\u00e7o e apre\u00e7o ao m\u00e9rito. Extens\u00e3o da insanidade, prometida a uma vida inteira. M\u00e3e nenhuma \u00e9 confi\u00e1vel. A imensa maioria, suponho. Preocupa\u00e7\u00e3o em demasia e nesse estado mental quem \u00e9 afinal?<\/p>\n\n\n\n<p>O medo e seus contextos, transita em todos os universos, s\u00f3 escapa quem n\u00e3o nasceu. O meu, o dito, o terr\u00edvel ou o bonzinho, o do ataque e defesa j\u00e1 n\u00e3o atende pelo nome de <strong>medo. <\/strong>Estou dando novas vers\u00f5es! Regalias da maturidade&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Imagino ele, uma caixinha preta quadrada e profunda. Nela cabe muitos sentimentos. Ent\u00e3o o meu medo nada mais \u00e9 que aquele que guarda. \u00c9 bem complexo, mas o nome \u00e9 apenas uma casca. Como a da laranja, porosa e ardida em sumo. Chegar \u00e0 fonte doce, exige uma profundidade \u00edmpar. Confesso: vacilo com frequ\u00eancia em cascas duras e bem compactas, que me protege dos meus pr\u00f3prios medos.<\/p>\n\n\n\n<p>Trago em mim alguns cora\u00e7\u00f5es que pulsam por medos em estradas paralelas. O inusitado \u00e9 que n\u00e3o se encontram nem no infinito. Algumas, j\u00e1 sem uso, isenta de tr\u00e1fico ou tr\u00e1fego, desapareceram em minha hist\u00f3ria. Que al\u00edvio!<\/p>\n\n\n\n<p>O medo, em momento algum, me angustia. Angustia tamb\u00e9m n\u00e3o me d\u00e1 medo. Embora pare\u00e7am independentes, cabe bem um vice versa a\u00ed. O que mais me maltrata \u00e9 quando ele resolve competir comigo. Costuma engolir as medalhas antes do final do jogo. Deve sofrer de ansiedade, no m\u00ednimo! Que \u00f3dio! (perdoem-me, mas a raiva \u00e9 seu atributo, vem depois avisando que ele passou). Concluo que tem sido bastante injusto. Inevit\u00e1vel n\u00e3o remeter a lebre e a tartaruga. O fato \u00e9 que vai continuar na pista e irei cruzar com o tem\u00e1tico, v\u00e1rias vezes. Acordos podem ser feitos e desfeitos com a mesma agilidade. Dividir o pr\u00eamio por exemplo. Aceitar os lados aliados, alinhados e alinhavados. Veross\u00edmil, mas descobri esse sentimento entupido de cores. Monocrom\u00e1tico em casos muito peculiares, quando n\u00e3o resta nada al\u00e9m do escuro. (esses j\u00e1 me apavoraram). Cada um de n\u00f3s tem seus quartinhos e janelas na alma.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem est\u00e1 lendo essa cr\u00f4nica, dar\u00e1 uma espiada nos pr\u00f3prios. Propositalmente, estou os cutucando e com vara bem curta. Falar sobre o medo n\u00e3o \u00e9 sazonal. \u00c9 dif\u00edcil assumir e \u00e9 o tempo todo. N\u00e3o precisa ser torturado para ser expressado. Pode parecer insano, mas o medo solid\u00e1rio (n\u00e3o solit\u00e1rio) me enfraquece (isso \u00e9 estritamente pessoal). Ningu\u00e9m precisa concordar com o meu, Compreender talvez. O acordo ou o conflito s\u00e3o  atribui\u00e7\u00f5es que trago em mim e a mim cabe resolver , discernir ou decidir no sil\u00eancio comprometedor .Numa  situa\u00e7\u00e3o t\u00edpica de desespero, n\u00e3o queremos coniv\u00eancia mas provid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo solid\u00e1rio, \u00e9 uma boa fatia do bolo humano que refor\u00e7a que <strong>todos<\/strong> est\u00e3o \u201cmorrendo\u201d de medo. Quem h\u00e1 de sobreviver para me acompanhar ou comemorar ?Endossam suas falas lembrando as v\u00edtimas eleitas. Ao descer as cortinas do m\u00f3rbido ensejo, o p\u00e2nico se instala na plateia. Ganha propor\u00e7\u00f5es incomensur\u00e1veis, ultrapassa a pr\u00f3pria realidade. Consegui com muito esfor\u00e7o, invalidar permanentemente esse tipo de ingresso. A verdade pode ser dita. Compreens\u00edvel. A maneira como \u00e9 passada, faz toda a diferen\u00e7a! O curso da vida e o enfrentamento ao medo \u00e9 pass\u00edvel de promo\u00e7\u00e3o aos candidatos. Isso n\u00e3o os isenta das recupera\u00e7\u00f5es e n\u00e3o poupa das reprova\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>E os gatilhos? O medo e ansiedade costumam andar juntos, namoram e podem ter um casamento duradouro. A separa\u00e7\u00e3o pode ser amig\u00e1vel ou caminhar para um litigio. Podem ser advers\u00e1rios mascarando uma cumplicidade. E da\u00ed? At\u00e9 onde os julgamentos prevalecem?<\/p>\n\n\n\n<p>A ansiedade \u00e9 um bicho de uma cara e outras. Ele deve ser encarado de frente, montado e dominado. N\u00e3o adianta fazer m\u00e9dia e nem rastrear o escolhido. Sem chance de correr atr\u00e1s, certamente ele \u00e9 veloz por excel\u00eancia. \u00c9 preciso coragem para subir no alvo e puxar as r\u00e9deas. Ocupar uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, montar um planejamento. Quer diluir a ansiedade? Planeje, ponha no papel , foque e fa\u00e7a acontecer. A atrevida vai arrumar as malas. &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O medo \u00e9 a rota por onde esses bichos v\u00e3o se orientar. Dominada a ansiedade, saber onde se quer chegar \u00e9 o maior ponto de partida. A seguran\u00e7a vem com as ferramentas precisas de enfrentamento \u00e0s adversidades. As facilidades s\u00e3o consequ\u00eancia das conquistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo <strong>solit\u00e1rio<\/strong> (n\u00e3o solid\u00e1rio) \u00e9 o mais justo biologicamente e estrategicamente, penso. A adrenalina gerada, prepara para a luta. O que n\u00e3o quer dizer, necessariamente f\u00edsica. N\u00e3o h\u00e1 total defini\u00e7\u00e3o do algoz. Um duelo de energia \u00e9 poss\u00edvel. Quem sabe, uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o ou devolu\u00e7\u00e3o um sentimento que n\u00e3o nos pertence. Os enfrentamentos instintivos, intuitivos e culturais s\u00e3o relevantes, \u00f3bvio. Entretanto, recuar ou fugir dos pr\u00f3prios medos pode significar a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. N\u00e3o devemos ignorar ou subestimar: O medo \u00e9 uma defesa, pode ser at\u00e9 um terceiro olho, mas n\u00e3o pode nos cegar ou paralisar. N\u00e3o pode ser baseado no coletivo. Antes, nos pertence. Ele pode ser s\u00fabito ou pode nos preparar para muitos desafios. Deve ser analisado e investigado no intr\u00ednseco do ser. Em outros animais o sentir acuado  sup\u00f5e que esteja  amedrontado. O nome de medo, ou codinome susto. S\u00e3o sinais vitais que se manifestam no corpo inteiro. Ordens universais que s\u00e3o perfeitamente obedecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Poderemos chegar l\u00e1. Quem se encoraja?<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais seja conivente, ou conveniente acredito piamente;<\/p>\n\n\n\n<p>O medo sentimos sozinhos. isso n\u00e3o quer dizer que estamos s\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo \u00e9 complexo mas n\u00e3o \u00e9 complexado. Tem vida pr\u00f3pria como a pr\u00f3pria vida. Como a morte que n\u00e3o tem medo do nosso medo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem certo que h\u00e1 est\u00e1gios patol\u00f3gicos e trat\u00e1veis. A sua ess\u00eancia emp\u00edrica \u00e9 inerente ao ser, sem omiss\u00f5es ou negacionismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser olhado de frente, verdadeiramente! Um olhar honesto e generoso. Sem muletas ou p\u00edlulas milagrosas ou mirabolantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo n\u00e3o \u00e9 xif\u00f3pago. n\u00e3o gruda, n\u00e3o adere. Apenas cresce conforme a poda.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivamos as esta\u00e7\u00f5es dos nossos desejos com a f\u00e9 que a vida nos convida.<\/p>\n\n\n\n<p>Com muuuuuita vontade e responsabilidade!<\/p>\n\n\n\n<p>Evoluir, florir!!! Sem nada a dever!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O medo pode ser gigante, mas seja por onde ele estiver ou for, nunca ser\u00e1 maior que o AMOR!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As Ben\u00e7\u00e3os do DIVINO e o melhor de n\u00f3s que Ele sempre espera!<\/p>\n\n\n\n<p>#vamoquevamos!!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero saber de onde vem esse pensamento, que se traduzido em palavras, n\u00e3o chega perto do que se pode fazer<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,14,1,75],"tags":[150,151,153,152,126,149],"class_list":["post-434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apontamentos","category-cronicas","category-dicas","category-julia-paolinelli","tag-ansiedade","tag-ascendencia","tag-decencia","tag-descendencia","tag-esperanca","tag-medo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=434"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":455,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434\/revisions\/455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}