{"id":94,"date":"2020-02-25T01:54:13","date_gmt":"2020-02-25T04:54:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/?p=94"},"modified":"2020-02-25T13:13:05","modified_gmt":"2020-02-25T16:13:05","slug":"transcender-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/transcender-cinema\/","title":{"rendered":"E nem precisa de pipoca: Transcender Cinema!"},"content":{"rendered":"\n<p>Precisamos falar de Cinema!\n<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos tencionar a apropria\u00e7\u00e3o\ndo cinema na escola, n\u00e3o como instrumento educativo, mas como ferramenta da\nimagina\u00e7\u00e3o cotidiana. Uma percep\u00e7\u00e3o de cinema enquanto ferramenta pedag\u00f3gica\nmultidisciplinar, fonte de cultura e agente transmissor de conhecimento. Arte que\nestimula o senso cr\u00edtico, est\u00e9tico, cultural e art\u00edstico!<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema na escola, ao despertar a reflex\u00e3o e a imagina\u00e7\u00e3o, constitui-se como elemento singular entre a sensibilidade e a compreens\u00e3o, porque nos inspira a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o na transforma\u00e7\u00e3o do pensamento e do espa\u00e7o-tempo-mat\u00e9ria. Segundo <em>Albert Einstein<\/em> \u201ca imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais importante que o conhecimento\u201d porque, segundo ele mesmo, a \u201cimagina\u00e7\u00e3o abrange o mundo inteiro\u201d, e ir al\u00e9m, nos leva a outros \u2018mundos\u2019. <\/p>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos, constantemente, refletidos pelo cinema da sala de aula, \u00e9 o de se questionar a pr\u00f3pria Educa\u00e7\u00e3o e como ela pode apenas estar perpetuando a domina\u00e7\u00e3o de determinados grupos no poder em detrimento de outros. Ainda neste aspecto, podemos constatar a atualidade brutal dos estudos e pensamentos de <em>Hannah Arendt<\/em> e <em>Walter Benjamin<\/em> ao nos interrogarem acerca da legitimidade dos sistemas educacionais atuais e nossa hist\u00f3ria e que tamb\u00e9m perpetuam o \u00f3dio e a discrimina\u00e7\u00e3o como algo banal. \u201c[&#8230;] a tradi\u00e7\u00e3o dos oprimidos nos ensina que o estado de exce\u00e7\u00e3o em que vivemos \u00e9 a regra\u201d (BENJAMIM, 1994, p.228). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um\nprocesso cont\u00ednuo que envolve comunica\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo entre sujeitos que buscam\nsuperar o saber que possuem, e a Escola \u00e9 um dos elementos estreitamente\nvinculados \u00e0s necessidades org\u00e2nicas de preserva\u00e7\u00e3o ou ruptura da ordem social.\nSendo assim, \u00e9 preciso enfrentar desigualdades sociais e regionais, o que\nrequer do professor, incorporar em si, que \u201cEducar \u00e9 responsabilizar-se\u201d\n(ARENDT, 1955). <\/p>\n\n\n\n<p>O encontro do cinema com\na educa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a ideia de que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 socializa\u00e7\u00e3o! Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica!\nAl\u00e9m de se criar a possibilidade de se trazer \u00e0 tona, e avultar reflex\u00f5es\npoderosas que podem revelar ou desvelar circunst\u00e2ncias da pr\u00f3pria hist\u00f3ria e\nseus dimensionamentos sociais, culturais, estruturais e pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Bergala (2008) em &#8220;A hip\u00f3tese cinema&#8221; defende que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ensinar cinema, mas iniciar o espectador \u00e0 arte do cinema, ao se promover o \u201cMinuto Lumi\u00e8re\u201d, na import\u00e2ncia da experi\u00eancia individual e no encontro com a alteridade, ao compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, sensibilizado a partir da experi\u00eancia do contato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA\narte, para permanecer arte, deve permanecer um fermento de anarquia, de\nesc\u00e2ndalo, de desordem. A arte \u00e9 por defini\u00e7\u00e3o um elemento perturbador dentro\nda institui\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o pode ser concebida pelo aluno sem a experi\u00eancia do\n\u2018fazer\u2019 e sem contato com o artista, o profissional, entendido como corpo\n\u2018estranho\u2019 \u00e0 escola, como elemento felizmente perturbador de seu sistema de\nvalores, de comportamentos e de suas normas relacionais\u201d. (BERGALA, 2008:\np.30).<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m atentos aos pensamentos\nde Godard, que considera que \u201cA Arte \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, a Arte n\u00e3o \u00e9 regra!\u201d, \u00e9 neste sentido\nque o cinema n\u00e3o possa ser ensinado, mas vivenciado. Uma concep\u00e7\u00e3o, que nos\nmostra que \u00e9 necess\u00e1rio levar o cinema para a sala de aula, tanto para vislumbre\ne amplitude dos campos de conhecimentos &#8211; multidisciplinar e dial\u00f3gico, quanto\npara o deleite, o fasc\u00ednio, o estranhamento, o prazer, a del\u00edcia, o gozo, a\ninspira\u00e7\u00e3o, a admira\u00e7\u00e3o, a repulsa e a observa\u00e7\u00e3o do espectador! <\/p>\n\n\n\n<p>Cinema \u00e9 Arte, que faz o professor expandir o espa\u00e7o-tempo e ir com os estudantes, pra al\u00e9m das paredes da sala de aula! <\/p>\n\n\n\n<p>O cinema em sua\ndin\u00e2mica da imagem e do olhar humano sobre sua pr\u00f3pria orienta\u00e7\u00e3o, movimento,\nequil\u00edbrio e forma, \u00e9 um vislumbre da Educa\u00e7\u00e3o como \u2018ato para a liberdade\u2019<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>.\nNeste contexto, \u201cser professor \u00e9 estar sempre se fazendo, num permanente\nconstituir-se. [&#8230;] Professores s\u00e3o contempor\u00e2neos de seu pr\u00f3prio tempo e\ncontexto, como tamb\u00e9m s\u00e3o mem\u00f3ria\u201d (TEIXEIRA, 1996. p.181).<\/p>\n\n\n\n<p>O Cinema, mesmo sendo pouco, ou at\u00e9 mal, utilizado por alguns professores, possibilita e estimula TRANSCENDER<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a> nossas limita\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00e3o f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, ao nos fazer sair do lugar onde estamos, viajar por lugares que nunca (ou que s\u00f3) imaginamos e sonhamos, e para o mundo dos sonhos e da arte, n\u00e3o h\u00e1 limites! <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>PS.: Hum&#8230; e nem precisa de pipoca, mas o barulhinho bom e o cheirinho dela, nos remete \u00e0 inf\u00e2ncia, \u00e0 fantasia e as novas descobertas! <\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Homenagem \u00e0 Paulo Freire &#8220;A Educa\u00e7\u00e3o como ato para a Liberdade&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Sobre a transcend\u00eancia &#8211; ver Paulo Freire, em &#8220;A Educa\u00e7\u00e3o como ato para a Liberdade&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS\nBIBLIOGRAFICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ARENDT, Hannah. <strong>A\ncondi\u00e7\u00e3o Humana.<\/strong> Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p>BERGALA, Alain. <strong>A hip\u00f3tese-cinema.<\/strong> Pequeno tratado de\ntransmiss\u00e3o do cinema dentro e fora da escola. Tradu\u00e7\u00e3o: M\u00f4nica Costa Netto,\nSilvia Pimenta. Rio de Janeiro: Booklink &#8211; CINEADLISE-FE\/UFRJ, 2008. <\/p>\n\n\n\n<p>BENJAMIN, W. <strong>Sociologia.<\/strong>\n2.ed. Trad., introd. e org. Fl\u00e1vio Kothe. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>_____. <strong>Sobre o\nconceito da Hist\u00f3ria.<\/strong> In: Magia e t\u00e9cnica, arte e pol\u00edtica. Ensaios sobre literatura\ne Hist\u00f3ria da Cultura. Trad. S\u00e9rgio Paulo Rouanet. S\u00e3o Paulo: Brasiliense,\n1994, pp. 222-232;<\/p>\n\n\n\n<p>DAYRELL, Juarez. <strong>M\u00faltiplos Olhares sobre Educa\u00e7\u00e3o e Cultura \/ <\/strong>Juarez\nDayrell, organizador. &#8211; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>DUARTE, Ros\u00e1lia. <strong>Cinema &amp; educa\u00e7\u00e3o: refletindo sobre\ncinema e educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2002<\/p>\n\n\n\n<p>GL\u00d3RIA, Maria da. <strong>Empoderamento e participa\u00e7\u00e3o da comunidade\nem pol\u00edticas sociais<\/strong>. Sa\u00fade e Sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<p><!--EndFragment--><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema na escola, ao despertar a reflex\u00e3o e a imagina\u00e7\u00e3o, constitui-se como elemento singular entre a sensibilidade e a compreens\u00e3o, porque nos inspira a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o na transforma\u00e7\u00e3o do pensamento e do espa\u00e7o-tempo-mat\u00e9ria. <\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":98,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,68,14,1,69,70,61],"tags":[66,59,64,65,60,63,67],"class_list":["post-94","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apontamentos","category-cinema","category-cronicas","category-dicas","category-docencia","category-educacao","category-norton-grey","tag-arte","tag-artextos","tag-cinema","tag-educacao","tag-nortongrey","tag-professor","tag-transcender"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":392,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94\/revisions\/392"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhesolutra.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}